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sábado, 24 de setembro de 2011

Histórias de Sucesso, vale a pena conhecer


A Vila Nova é um dos bairros mais antigos da cidade. Ao longo dos anos se tornou a porta de entrada para o surgimento de vários outros conglomerados urbanos, como o Parque Santa Lúcia, o Airton Sena e a Vila Fiquene.

O bairro já chegou a ter duas escolas de samba. Hoje, a Vila se destaca por um volume grande de pequenos, médios e grandes negócios.

Algumas dessas atividades começam a sair das “ quatro linhas do bairro e,  da própria cidade, e merecem registro.

Uma já ganhou a mídia, até nacional. Trata-se do “case” da cooperativa de mulheres COMADRI, que trabalha com a produção de artesanato fino a partir de produtos naturais, como o côco babaçu.
Com o apoio inicial da Prefeitura a cooperativa depois foi abraçada pelo SEBRAE; depois , o número de conquistas não parou mais.
                                                                                    A arte  da comadri
A participação em uma feira no Rio de Janeiro rendeu contratos que chegaram a um milhão de reais. As mulheres da Comadri, todas de origem humilde, se preparam agora para uma feira em Belo Horizonte e já receberam contatos para expor, o que fabricam,  na França e na China.

                                                               Dirciane, Danilo Lisboa (Sebrae) e Genne Kelly

A cooperativa de Mulheres Comadri tem como diretora geral Dirciane Menezes, a presidente é Deusalina Duarte e a gerente comercial é Roseane da Silva. Em comum, entre elas, o fato de nenhuma experiência empresarial anterior, a vontade de vencer e o acompanhamento do Sebrae.

                                                       A  arte da comadri
Essa semana, por questões pessoais, uma das fundadoras da Comadri Genny Kelly Almeida, se despediu do grupo. Deixou Imperatriz e foi se estabelecer em Roraima. As cooperadas lamentaram a saída dela já que a mesma além de comandá-las era uma espécie de relações públicas da cooperativa.

O centro de produção da cooperativa fica localizado na Rua Banderante- 997, Vila Nova

Rafizza, a outra história de sucesso

Essa semana fui apresentado pelas “meninas da comadri” a uma outra história de sucesso nascida no bairro Vila Nova.

Uma representante comercial que se juntou às filhas e, com muita determinação, há menos de dois anos, fez nascer a RAFIZZA, a primeira empresa de cosméticos da cidade e região que hoje, nos moldes organizacional de trabalho da gigante Natura, gera 300 postos de trabalho e já distribui suas 21 flagrâncias para o Maranhão, Pará e Tocantins.

As fragrâncias, segundo me disseram a empreendedora Isabel Maria da Conceição e a filha dela Rafaela Alves, ainda são terceirizadas, são adquiridas de vários fornecedores e aqui manufaturadas, mas elas já estão viabilizando o financiamento da instalação de um laboratório em Imperatriz.

Rafaela, Elson Araujo e Isabel

Conforme Rafaela a princípio a Rafizza trabalha apenas com perfumes, mas , em breve pretende expandir-se para a produção de outros produtos de beleza.

Enquanto conversava comigo uma das cooperadas da Comadri se aproximou e sugeriu que Isabel encomendasse uma pesquisa sobre cheiro exalado pelo pé de “ buriti macho”, que segundo ela é muito cheiroso e daria certamente uma boa fragrância comercial.

Imperatriz, como costumo dizer , é uma mãe que abriga muitos filhos. Alguns rendem frutos, outros, querem apenas explorá-la.  No caso da Rafizza e da Comadri certamente ainda virão muitos frutos.

Prefeitura de Imperatriz apoia projetos da "Comadri"


A Cooperativa das Mulheres do Artesanato e Decoração de Imperatriz (Comadri), fundada há cinco anos por um grupo de 20 mulheres, transforma coco babaçu e fibras de buriti e sisal em artesanato. O resultado são peças de luxo que começam a despertar o interesse de empresários de vários estados e de importadores que desejam comercializar os produtos confeccionados pela Comadri.
Numa feira de artesanato realizada recentemente no Rio de Janeiro, a cooperativa fechou, com a ajuda do Sebre, um volume de negócio superior a um milhão de reais. “Só não fechamos mais porque entendemos que não daríamos conta da demanda”, assinalou a diretora geral da cooperativa, Genne Kelly Almeida. Kelly Almeida relatou que a entidade surgiu com esse grupo de mulheres que trabalhavam de maneira informal com artesanato e bordados, quando resolveram lutar pela legalização da empresa. “Essa conversa aconteceu debaixo de um pé de manga”, recordou.
Em 2008, ela disse que surgiu a primeira idéia de realizar uma exposição na Infraero, fechada a grupo de empresários e políticos, onde contou com a presença do então deputado federal Sebastião Madeira. “Ele (Madeira) gostou da qualidade dos produtos em exposição e sugeriu que lutássemos para legalizar essa entidade, para que pudéssemos ter direitos e deveres dentro no mercado nacional”.
Genne Kelly destacou ainda o apoio do presidente da Câmara Municipal de Imperatriz, vereador Hamilton Miranda, que disponibilizou consultoria técnica nas áreas jurídicas e contábeis no sentido que fosse viabilizada a formalização da Cooperativa das Mulheres do Artesanato e Decoração de Imperatriz (Comadri). “Passamos um ano e conseguimos a documentação legal, onde passamos a melhorar ainda mais a qualidade dos nossos produtos”, frisou.
Parceria – Ela destacou também a consultoria prestada pelo Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (Sebrae) que prestou informações relevantes sobre o cooperativismo, gestão de negócios e design. “Em maio, participamos do 2º Encontro Internacional do Comércio Justo Solidário realizado no Rio de Janeiro, pois essa foi uma oportunidade excelente para a Comadri”, disse.
Ela contou que diversas peças artesanais foram apresentadas relacionadas à decoração de interiores. “Foi um sucesso, pois fechamos contratos milionários onde estamos trabalhando em prol dessas encomendas, onde obtivemos um reconhecimento nacional e internacional”, concluiu.

Itália conheceu a beleza do babaçu brasileiro


O artesanato de coco babaçu produzido pelas mulheres da Associação Babaçu da Amazônia, no município de Tocantinópolis, em Tocantins,  decorou o estande da Sina Cosméticos na Feira Mundial do Setor Cosmético (Cosmoprof), que acontecerá de 29 de março a 2 de abril, em Bologna, na Itália.
No evento, a empresa  lançou uma nova linha chamada Amazonutry inspirada nas riquezas da região amazônica. Para decorar o estande, foram encomendadas às artesãs 80 peças de jogos americanos.
O desenvolvimento do artesanato do babaçu vem sendo trabalhado desde 2006, quando foram realizadas várias ações visando garantir a sustentabilidade do artesanato na região Norte, capacitando os artesãos para garantir a qualidade dos produtos, atendendo assim a demanda do mercado.
Entre essas ações aconteceu a Vivência Bico do Papagaio, coordenada pela designer Heloisa Crocco e consultores do Laboratório Piracema de Design do Rio Grande do Sul, além de consultores do Tocantins.
Na ocasião, foram capacitados 56 artesãos de 14 municípios da região norte do Tocantins e foi criada a Coleção Babaçu, composta por aproximadamente 150 produtos com design inovador. O trabalho possibilitou à associação ter em sua carteira de clientes a empresa Tok & Stok, o que por sua vez, gerou a demanda para a empresa Sina Cosméticos.
O próximo passo do Projeto Artenorte - Artesanato da Amazônia Legal Tocantinense será a confecção do Catálogo da Coleção Babaçu que, segundo a diretora-técnica do Sebrae, Maria Emília Jaber, "é um instrumento valioso para divulgar e fortalecer o artesanato produzido na região norte do Tocantins".
A Associação Babaçu da Amazônia surgiu com o apoio do Sebrae e conta com a parceria social da Tobasa Bioindustrial.

Babaçu

Babaçu (Orbignya phalerata, Mart.) é uma planta da família das palmáceas Arecaceae, dotada de frutos drupáceos com sementes oleaginosas e comestíveis das quais se extrai um óleo, empregado sobretudo na alimentação, remédios, além de ser alvo de pesquisas avançadas para a fabricação de biocombustíveis.
lenho do babaçu é usado na construção de casas, enquanto que as folhas são utilizadas na cobertura, nas paredes, nasportas e nas janelas. O leite do babaçu e o óleo extraído de suas amêndoas são usados na alimentação; da casca do coco é produzido carvão. A palha, por sua vez, é utilizada para a produção de artesanato. A partir do óleo também se produzsabonete.[1]
Essa palmeira é muito comum no MaranhãoPiauíParáMato Grosso e Tocantins.
Sinonímia: bauaçu, baguaçu, auaçu, aguaçu, guaguaçu, oauaçu, uauaçu, coco-de-macaco, coco-de-palmeira, coco-naiá, coco-pindoba, palha-branca. Espanhol: babasú, shapaja, cusi, catirina; Inglês: babasu palm.
Sinonímia botânica: Attalea speciosa Mart. ex Spreng., Orbygnia martiana Barb. Henderson et al. (1995), O. phalerata Mart., O. martiana Barb. Rodr., Orbygnia speciosa (Mart. ex Spreng.) Barb. Rodr.


Palmeira elegante que pode atingir até 20 m de altura. Estipe característico por apresentar restos das folhas velhas que já caíram em seu ápice. Folhas com até 8 m de comprimento, arqueadas. Flores creme-amareladas,aglomeradas em longos cachos. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos, surgindo de janeiro a abril. Frutos ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, em cachos pêndulos. A polpa é farinácea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas.

O babaçu é uma das mais importantes representantes das palmeiras brasileiras. Sobre este gênero de plantas, afirmou Alpheu Diniz Gonsalves, em 1955, que "é difícil opinar em que consiste a sua maior exuberância: se na beleza dos seus portes altivos ou se nas suas infinitas utilidades na vida da humanidade" nessa Palmeira elegante que pode atingir até 20 m de altura. Folhas com até 8 m de comprimento, arqueadas. Suas folhas mantêm-se em posição retilínea, pouco voltando-se em direção ao solo; orientando-se para o alto, o babaçu tem o céu como sentido, o que lhe dá uma aparência bastante altiva. Flores creme-amareladas,aglomeradas em longos cachos. Frutos ovais alongados, de coloração castanha, que surgem de agosto a janeiro, em cachos pêndulos. A polpa é farinácea e oleosa, envolvendo de 3 a 4 sementes oleaginosas. Cada palmeira pode apresentar até 6 cachos.


 

                 

O principal produto extraído do babaçu, e que possui valor mercantil e industrial, são as amêndoas contidas em seus frutos. As amêndoas - de 3 a 5 em cada fruto - são extraídas manualmente em um sistema caseiro tradicional e de subsistência. É praticamente o único sustento de grande parte da população interiorana sem terras das regiões onde ocorre o babaçu: apenas no Estado do Maranhão a extração de sua amêndoa envolve o trabalho de mais de 300 mil familias. Em especial, mulheres acompanhadas de suas crianças: as "quebradeiras", como são chamadas.
                  
Quebradeiras

Suas folhas servem de matéria-prima para a fabricação de utilitários - cestos de vários tamanhos e funções, abanos, peneiras, esteiras, cercas, janelas, portas, armadilhas, gaiolas, etc. - e como matéria-prima fundamental na armação e cobertura de casas e abrigos. Durante a seca, essas mesma folhas servem de alimento para a criação.

Casa com teto de babaçu, paredes de babaçu e janelas de babaçu

O estipe do babaçu, quando apodrecido, serve de adubo; se em boas condições, é usado em marcenaria rústica. Das palmeiras jóvens, quando derrubadas, extrai-se o palmito e coleta-se uma seiva que, fermentada, produz um vinho bastante apreciado regionalmente.
As amêndoas verdes - recém-extraídas, raladas e espremidas com um pouco de água em um pano fino fornecem um leite de propriedades nutritivas semelhantes às do leite humano, segundo pesquisas do Instituto de Recursos Naturais do Maranhão. Esse leite é muito usado na culinária local como tempero para carnes de caça e peixes, substituindo o leite de coco-da-baía, e como mistura para empapar o cuscuz de milho, de arroz e de farinha de mandioca ou, até mesmo, bebido ao natural, substituindo o leite de vaca.
A casca do coco, devidamente preparada, fornece um eficiente carvão, fonte exclusiva de combustível em várias regiões do nordeste do Brasil. A população, que sabe aproveitar das riquezas que possui, realiza freqüentemente o processo de produção do carvão de babaçu durante a noite: queimada lentamente em caieiras cobertas por folhas e terra, a casca do babaçu produz uma vasta fumaça aproveitada como repelente de insetos. Outros produtos de aplicação industrial podem ser derivados da casca do coco do babaçu, tais como etanol, metanol, coque, carvão reativado, gases combustíveis, ácido acético e alcatrão.

O que é a Comadri?

 COMADRI 

Cooperativa das Mulheres do Artezanato e Decoração de Imperatriz

Vamos entender o que é uma Cooperativa.

D I F E R E N Ç A S   DE   C O O P E R A T I V A    E  A S S O C I A ÇÃO 


A diferença essencial está na natureza dos dois processos. Enquanto as associações são organizações que tem por finalidade a promoção de assistência social, educacional, cultural, representação política, defesa de interesses de classe, filantrópicas; as cooperativas têm finalidade essencialmente econômica. Seu principal objetivo é o de viabilizar o negócio produtivo de seus associados junto ao mercado.

A compreensão dessa diferença é o que determina a melhor adequação de um ou outro modelo. Enquanto a associação é adequada para levar adiante uma atividade social, a cooperativa é mais adequada para desenvolver uma atividade comercial, em média ou grande escala de forma coletiva, e retirar dela o próprio sustento.
Essa diferença de natureza estabelece também o tipo de vínculo e o resultado que os associados recebem de suas organizações.

Nas cooperativas os associados são os donos do patrimônio e os beneficiários dos ganhos que o processo por eles organizados propiciará. Uma cooperativa de trabalho beneficia os próprios cooperantes, o mesmo em uma cooperativa de produção. As sobras que porventura houverem das relações comerciais estabelecidas pela cooperativa podem, por decisão de assembléia geral, serem distribuídas entre os próprios cooperantes, sem contar o repasse dos valores relacionados ao trabalho prestado pelos cooperantes ou da venda dos produtos por eles entregues na cooperativa.

Em uma associação, os associados não são propriamente os seus “donos”. O patrimônio acumulado pela associação em caso da sua dissolução, deverá ser destinado à outra instituição semelhante conforme determina a lei e os ganhos eventualmente auferidos pertencem à sociedade e não aos associados que dela não podem dispor, pois os mesmos, também de acordo com a lei, deverão ser destinados à atividade fim da associação. Na maioria das vezes os associados não são nem mesmo os beneficiários da ação do trabalho da associação.

A associação tem uma grande desvantagem em relação à Cooperativa, ela engessa o capital e o patrimônio, em compensação tem algumas vantagens que compensam grupos que querem se organizar, mesmo para comercializar seus produtos: o gerenciamento é mais simples e o custo de registro é menor.


Vamos destacar, no entanto, que se a questão é atividade econômica o modelo mais adequado é a Cooperativa.

A COMADRI vem se destacando por resgatar vidas que não teriam objetivo profissionais definidos, por meio de trabalhos artesanais feitos com materiais regionais como o coco Babaçu a Fibra da  Bananeira entre outros que estão sendo desenvolvidos.


Estes são alguns dos Produtos Desenvolvidos pela COMADRI


Mesa Posta com produtos feitos pela COMADRI







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